Com as recentes movimentações dos bancos centrais internacionais, observamos uma readequação natural na curva de juros doméstica, impactando não somente a volatilidade cambial, mas também o apetite ao risco das posições corporativas estruturadas.
O efeito cascata sobre o crédito privado
A taxa básica de juros global determina o patamar pelo qual o capital de grandes fundos procura mercados emergentes. Nesse escopo, fundos de crédito privado locais que até então gozavam de prêmios confortáveis passam a sofrer com um cenário de reprecificação rápida. Estruturas com boa ancoragem de garantias reais mostram a maior resiliência.
O realinhamento do fluxo cambial deve beneficiar empresas de infraestrutura em detrimento do varejo cíclico durante o final deste trimestre.
Para o investidor alta renda e family offices, a hora é de olhar com grande atenção para bonds internacionais e manter passivos locais hedgeados contra choques de inflação inesperados provocados por essa realocação do Dólar ante as moedas emergentes fortes.